A Black Rocket, sócia da Bikini Cosméticos e responsável pela marca Mascavo, divulgou uma nota nesta terça-feira (22) após a influenciadora Mari Saad anunciar que deixaria a administração da empresa. A declaração de Saad, feita em um vídeo na última sexta-feira (18), destacou que, embora ela permanecesse como sócia majoritária, havia perdido o controle efetivo das operações.
No comunicado, a Black Rocket reafirmou que todas as operações financeiras, logísticas e comerciais da Mascavo estão sendo realizadas em conformidade com os acordos societários. A empresa lamentou que a divergência entre os sócios tenha sido exposta nas redes sociais, o que, segundo a nota, não reflete a realidade da marca, que continua em operação e crescimento.
A nota da Black Rocket também abordou as atribuições de cada sócio, esclarecendo que as responsabilidades relacionadas ao marketing, portfólio e desenvolvimento de produtos não estavam sob a sua gestão. “A gestão seguiu rigorosamente o acordo societário estabelecido”, afirmou a empresa, que ressaltou ter assumido a totalidade dos recursos financeiros investidos na operação, além de ter cumprido todas as obrigações fiscais e tributárias.
Em seu relato, Mari Saad expressou insatisfação com a falta de controle sobre as operações e dificuldades em acessar informações essenciais sobre o negócio, o que levou à sua decisão de encerrar seu ciclo à frente da Mascavo. “Eu decidi encerrar o meu ciclo à frente da Mascavo. Na prática, a Mascavo deixou de ser minha faz um tempo”, declarou.
Saad mencionou que seus esforços estavam voltados para a criação e marketing dos produtos, enquanto os sócios assumiam a operação. As divergências com os outros sócios começaram nos primeiros anos da empresa e se intensificaram com o tempo, levando-a a buscar informações que não eram fornecidas. “Eu pedia os dados da operação e eles simplesmente não vinham”, relatou.
Além disso, a influenciadora destacou problemas relacionados a produtos da marca, como a embalagem de uma base que apresentava defeitos. Após tentar resolver as questões internamente, decidiu recorrer à Justiça. “Fiz o possível. E aí, quando o possível acabou, eu falei: ‘Certo, impossível então, vamos para a Justiça’”, contou.
Por fim, a Black Rocket afirmou que está apresentando esclarecimentos à Justiça desde março de 2026 e que os pedidos judiciais da outra parte foram negados em três ocasiões. “Reiteramos que nossa defesa e os devidos esclarecimentos técnicos estão sendo apresentados diretamente à Justiça, ambiente adequado para a análise dos fatos e das provas”, concluiu a empresa.


