Chris Gallant, candidato democrata à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 1º distrito de Nova York, se pronunciou após o vazamento de fotos antigas suas em um ensaio para uma loja de artigos de fetiche. As imagens, que circulam nas redes sociais, foram tiradas entre 2011 e 2020, período em que Gallant também era membro da Guarda Nacional do Exército dos EUA.
As fotos foram feitas para a Mr. S Leather, uma loja de São Francisco especializada em produtos de couro e acessórios de fetiche. Os registros mostram Gallant usando coleiras, tiras de couro e equipamentos de bondage. Parte do material acabou sendo compartilhada em sites adultos não relacionados à loja. A advogada de Gallant, Sara Azari, confirmou que as fotografias são autênticas e foram realizadas em uma sessão privada, consensual e pessoal entre Gallant e seu então parceiro.
“Chris era amigo do proprietário da Mr. S Leather, e a sessão tinha como objetivo ser algo divertido e pessoal”, afirmou Azari. Ela também destacou que, ao considerar uma carreira política, Gallant solicitou que as fotos não fossem mais usadas comercialmente, pedido que foi atendido pela loja. A advogada enfatizou que o acordo original nunca teve a intenção de permitir a publicação irrestrita das imagens por terceiros.
A repercussão das fotos foi intensa, com o New York Post informando que algumas delas foram encontradas em arquivos da internet, indicando que permaneceram disponíveis no site da loja por anos. Algumas imagens, que mostram Gallant em momentos íntimos com seu ex-parceiro, foram analisadas por tecnologia de reconhecimento facial para confirmar sua identidade.
Trajetória e Defesa
Gallant, que ingressou no Exército aos 17 anos e é piloto de helicóptero Black Hawk desde 2006, declarou em um vídeo nas redes sociais que o vazamento das fotos representa um ataque político coordenado. “Vamos deixar claro o que isso é: um ataque político coordenado com a intenção de me tirar desta disputa”, afirmou. O candidato, que venceu a primária democrata em junho, se prepara para enfrentar o republicano Nick LaLota nas eleições gerais marcadas para 3 de novembro de 2026.
Em sua defesa, Gallant expressou orgulho de sua identidade e de seu passado. “Não vou ser envergonhado e não permitirei que minha vida privada seja usada como arma contra mim”, disse, ressaltando sua trajetória militar e compromisso com a campanha. “Estou nesta para vencer. Nunca fui de desistir diante de um desafio e não vou desistir agora”, concluiu.
A advogada Azari também defendeu Gallant, argumentando que as imagens não deveriam ser usadas para questionar sua capacidade de servir ao público. “Essas fotografias não têm relação com seu histórico, suas qualificações, seu julgamento ou sua capacidade de servir”, reiterou.



