Richarlison entrou na polêmica envolvendo Neymar Pai e a disputa judicial sobre a compra de uma mansão avaliada em R$ 95 milhões, localizada em Tamboré, Santana de Parnaíba (SP). Na última sexta-feira (6), o atacante do Tottenham fez uma ironia sobre o impasse judicial em uma publicação no Instagram, em resposta a um deboche anterior de Neymar Jr. durante as eleições. “Então ele não leu o contrato, né?”, escreveu o jogador.
A troca de farpas entre Richarlison e Neymar começou em 27 de outubro, quando Richarlison comentou sobre a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Em sua postagem, ele fez uma referência à disputa judicial por uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde escreveu: “Então não tem ninguém na ilha?”. Neymar respondeu com risadas, dizendo: “Próxima vez, lê o contrato, seu moleque”.
Entenda a disputa pela ilha
A controvérsia na Ilha Comprida envolve um suposto acordo entre Richarlison e Flávio Bolsonaro. Richarlison alega ter comprado a propriedade e que Flávio demonstrou interesse em adquiri-la posteriormente, mas ele não aceitou vender. Em suas mensagens, Richarlison exigiu o retorno do dinheiro da negociação e mencionou o contexto eleitoral, enquanto Flávio Bolsonaro declarou que seus advogados identificaram um acordo prévio entre a empresa do jogador, a Sport 80, e o ex-empresário Renato Velasco.
Flávio também pediu que Richarlison esclarecesse publicamente que não tinha relação com a disputa, afirmando: “Estão usando o assunto contra mim, que não tenho nada a ver com isso”. A situação se complicou ainda mais com a participação do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, que firmou um contrato de compra e venda da propriedade, levantando suspeitas sobre a transação devido a um boletim de ocorrência registrado pela viúva de um dos sócios do imóvel, que alegou estelionato.
Imóvel da família de Neymar Jr.
A disputa envolvendo a família de Neymar diz respeito a um negócio imobiliário realizado em maio de 2025. A empresa D.Y.T.T. Administradora de Imóveis cobra R$ 58,9 milhões na Justiça de São Paulo, buscando evitar receber uma propriedade da família do jogador, localizada em Alphaville, que é avaliada em mais de R$ 32 milhões, como parte do pagamento pela mansão.
O acordo original previa um pagamento de R$ 17,5 milhões no ato da assinatura do contrato, com o restante sendo quitado por meio da transferência da casa em Alphaville. Contudo, a empresa agora exige que a quantia seja paga em dinheiro, além de multa e juros, e solicita uma indenização de 20% sobre o valor do negócio, totalizando R$ 18,9 milhões, além de aproximadamente R$ 1,8 milhão para a conclusão das obras na mansão.



