A política brasileira passa por um momento de transformação, onde a relevância dos debates eleitorais é questionada. Em 2026, nota-se uma grande diferença em comparação com décadas passadas, quando figuras emblemáticas como Leonel Brizola, Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes se enfrentavam em confrontos diretos e intensos nas telinhas. Hoje, esses debates parecem ter perdido a importância e a essência que uma vez tiveram.
Historicamente, os debates eram um rito obrigatório na corrida eleitoral, mas atualmente, a situação mudou drasticamente. A falta de participação de candidatos nos debates, seja no primeiro ou segundo turno, esvazia o confronto e levanta a questão: quem realmente se prejudica com isso? A resposta parece clara: o eleitor e, por consequência, o próprio país.
Além disso, as emissoras de televisão também não colaboram para reverter essa situação. A ausência de uma união entre elas em torno dos debates é evidente. Uma tentativa do diretor do SBT, Leandro Cipoloni, de reunir as emissoras para discutir a questão dos debates no segundo turno não obteve sucesso, revelando a dificuldade em promover um diálogo produtivo.
No cenário atual, um debate importante está agendado para o dia 15, com a participação de candidatos do pool “Momento da Decisão”, que inclui SBT, CNN e RedeTV!. Contudo, a confirmação da participação de Lula é incerta, uma vez que ele já agendou uma entrevista na mesma noite no “Jornal Nacional”. Essa sobreposição gera dúvidas sobre a viabilidade do debate.
Enquanto isso, a Globo confirmou seu debate para o dia 23 e já enviou convites aos candidatos, mas a Record parece ter desistido de realizar o seu. Dentro da emissora, a movimentação está parada e não há equipe escalada para a cobertura do debate.
Outro ponto a ser destacado é que os bastidores das emissoras estão repletos de queixas sobre a desorganização das campanhas eleitorais dos candidatos Flávio e Lula. Essa falta de estrutura tem contribuído para a incerteza sobre a realização dos debates.
Por outro lado, as emissoras de rádio dedicadas ao jornalismo estão se beneficiando das novas tecnologias, como os canais FAST, e apresentaram um aumento significativo em suas audiências. A BandNews FM, por exemplo, alcançou recordes de audiência durante a cobertura das eleições, com mais de 933 mil usuários únicos.
Em mudanças administrativas, Cláudio Giordani não conseguiu assumir a direção-geral dos canais da Band devido ao seu ritmo de trabalho, e Marcelo Zeni assumiu interinamente. Enquanto isso, Sergio Valente, no SBT, se dedica a analisar projetos de programação, filtrando ideias para garantir que sejam viáveis no mercado.
Por fim, o SBT lançará seu evento “SBTem”, que marcará sua estreia no Upfront deste mês, e Poliana Abritta apresentará uma nova série de reportagens no “Fantástico”, explorando a adolescência em três episódios.
Com as eleições se aproximando, a expectativa é que novos desdobramentos surjam, especialmente em relação à participação dos candidatos nos debates que podem influenciar diretamente a escolha do eleitor.



