Elis Lima Carneiro faleceu nesta quarta-feira, 30 de setembro, aos 5 anos, em Boa Vista, Roraima. A menina era uma das gêmeas brasileiras diagnosticadas com a síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida como progéria, uma condição genética rara que provoca envelhecimento acelerado. A informação foi divulgada pela família nas redes sociais, mas a causa da morte não foi informada.
Elis vivia com sua irmã gêmea, Eloá, que também possui o mesmo diagnóstico. As meninas ganharam notoriedade nacional após suas famílias compartilharem nas redes sociais detalhes sobre seu tratamento e desenvolvimento. O anúncio da morte foi feito por Guilherme Lago, irmão mais velho das gêmeas e responsável por seus cuidados.
Em sua despedida, Guilherme destacou a força de Elis e afirmou que ela sempre foi cercada de amor, dizendo: “Hoje a Elis descansa no Senhor”. A página dedicada às gêmeas conta com mais de 1 milhão de seguidores e tem sido utilizada pela família para aumentar a conscientização sobre doenças raras.
Os primeiros sinais da síndrome apareceram quando Elis e Eloá tinham cerca de quatro meses. Alterações como queda de cabelo e mudanças na pele levaram a uma série de consultas médicas até o diagnóstico de progéria. O caso delas foi amplamente comentado, e as irmãs foram estudadas como um dos primeiros registros conhecidos da síndrome em gêmeas. Atualmente, são descritas como as únicas gêmeas no mundo diagnosticadas com essa condição.
A síndrome de Hutchinson-Gilford é uma doença genética ultrarrara que provoca o envelhecimento acelerado das células, afetando diversos sistemas do organismo. Entre suas características estão alterações na pele, perda de cabelo, baixo peso e um maior risco de complicações cardiovasculares. Neste momento, Eloá permanece sob os cuidados da família em Roraima.



