Os principais clubes de futebol do Rio de Janeiro e de São Paulo estão considerando não participar da reunião agendada para esta terça-feira, 29 de setembro, com o governo federal. O encontro visa discutir os impactos da recente Medida Provisória que determina o fim das plataformas de apostas no Brasil. A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A reunião contará com a presença de representantes dos ministérios do Esporte, Planejamento, Fazenda e Casa Civil. Porém, a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não participará do encontro, é vista como uma das razões para o descontentamento dos clubes.
Além disso, nos bastidores, circula a avaliação de que o governo pode usar a reunião para fins políticos, o que tem levado os clubes a considerar a possibilidade de não enviar representantes. Entre os times que podem boicotar a conversa estão Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.
Clubes calculam perdas significativas
A reação dos clubes está fortemente ligada ao impacto financeiro que o fim das apostas trará. O Flamengo estima uma perda superior a R$ 400 milhões, enquanto o Corinthians projeta um impacto de cerca de R$ 500 milhões. Essas equipes dependem de contratos de patrocínio e outras receitas comerciais ligadas ao setor de apostas, o que torna a proibição uma ameaça direta às suas finanças.
Possibilidade de baixa adesão na reunião
Outros clubes também estão avaliando a possibilidade de não comparecer ao encontro. Se essa tendência se confirmar, a reunião poderá contar com um número reduzido de representantes, o que pode inviabilizar discussões efetivas sobre os efeitos financeiros da proibição.
A iniciativa do governo de reunir os clubes busca entender as consequências econômicas da proibição das apostas, mas a resistência dos principais times pode limitar a participação e a eficácia do encontro.



