A reportagem do programa “Domingo Espetacular”, exibida no último domingo (27/9) pela Record, trouxe novas informações sobre a queda do helicóptero que resultou na morte do cantor Rick Sollo e de outras quatro pessoas em Santa Catarina. O jornalista Roberto Cabrini foi até a região do acidente e apurou que a aeronave não possuía equipamentos necessários para realizar um voo guiado por instrumentos, o que é particularmente relevante considerando as condições meteorológicas adversas antes da tragédia.
O helicóptero estava voando a cerca de 1.750 metros de altitude em uma área montanhosa, enfrentando forte nebulosidade e ventos que chegaram a 80 km/h. Testemunhas relataram que a aeronave voava baixo e desapareceu em meio ao nevoeiro minutos antes da queda.
Uma das testemunhas, Israel, que registrou uma das últimas imagens do helicóptero, confirmou que escutou o barulho da aeronave e começou a filmar. Ele observou que o helicóptero seguia em direção às araucárias até desaparecer na neblina. Outro morador da região notou que a aeronave parecia desorientada, fazendo curvas em baixa altitude.
Cabrini também destacou um detalhe crucial: a proximidade de uma pista de pouso a menos de um minuto de voo do local da queda. Um morador local questionou por que o helicóptero não tentou pousar ali. A reportagem ainda apontou que não houve explosão após a colisão, o que surpreendeu as equipes de resgate, já que os destroços ficaram espalhados em uma área de mata fechada e de difícil acesso.
O subtenente Teles, da Polícia Militar, que participou das buscas, falou sobre o impacto emocional da operação. Para reconstruir a área do acidente e entender a trajetória da aeronave, especialistas utilizaram um scanner 3D. O perito Fernando Henrique Lonzetti afirmou que essa tecnologia ajudará a confrontar hipóteses com os vestígios encontrados no local.
A hipótese levantada é que o helicóptero tenha entrado em uma área de nevoeiro enquanto voava baixo, embora a causa oficial do acidente ainda não tenha sido determinada. O caso segue sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que analisa fatores meteorológicos, possíveis falhas mecânicas e aspectos humanos.
O helicóptero, fabricado em 2001 e avaliado em cerca de R$ 10 milhões, tinha capacidade para sete pessoas. Ele possuía um gravador de voz, equipamento que pode ser fundamental para esclarecer o que ocorreu na cabine momentos antes do acidente. Além de Rick Sollo, também perderam a vida o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.



