A rainha de bateria Quitéria Chagas, em entrevista durante a final da escolha do samba do Império Serrano para o Carnaval 2027, realizada no último sábado (26), no Rio de Janeiro, celebrou os 80 anos da agremiação e refletiu sobre seu legado. Em conversa com a repórter Katharine Alves, Quitéria destacou a importância da escola no Carnaval e sua trajetória pessoal dentro da instituição.
A Império Serrano é conhecida por inovações significativas, como a introdução da primeira fantasia, a criação da primeira ala coreografada e o desenvolvimento de instrumentos como o reco-reco, que evoluiu para o tamborim. “A Império vem falando sobre os seus 80 anos. É uma escola que criou várias inovações no Carnaval”, afirmou Quitéria.
Quitéria também enfatizou o aprendizado adquirido com os veteranos da escola e a relevância de nomes históricos do samba, como Dona Ivone Lara. “A história do samba do Império, eu aprendi muito com os antigos aqui. É uma escola de Dona Ivone Lara, que deu voz à mulher do samba”, disse.
Como rainha da bateria Sinfônica do Samba, sob a regência do mestre Ilmar, Quitéria expressou a responsabilidade e a honra de representar uma tradição tão rica. “É uma história muito extensa, muito linda, e fazer parte como a rainha da bateria do Império Serrano, e como mulher negra também, é uma luta constante”, destacou.
A artista abordou os desafios de sua função, ressaltando a necessidade de preparação física e suporte estrutural. “A rainha, além de representar a escola, ela também é uma atleta. Você tem que ter uma equipe grande”, afirmou.
Além disso, Quitéria compartilhou sua trajetória desde a ala de passistas até alcançar o posto de rainha, enfatizando a luta por reconhecimento e patrocínio. “Foram 27 anos no Carnaval. Não é fácil conquistar esse espaço e ter um poder aquisitivo”, finalizou.



