A mulher que acusou Jay-Z de estupro formalizou sua retratação, alegando que sua denúncia era falsa. Em trechos do processo divulgados pela BBC nesta quinta-feira (24), a mulher, cuja identidade não foi revelada, lamentou os danos causados por suas alegações e explicou como chegou a fazer a acusação.
A história ganhou notoriedade em dezembro de 2024, quando o advogado Tony Buzbee apresentou uma ação civil, acusando o rapper de estuprar uma menina de 13 anos no ano 2000, junto com Sean “Diddy” Combs. Agora, em uma nova declaração, a mulher retirou as acusações contra Jay-Z, afirmando: “Shawn ‘Jay-Z’ Carter nunca me estuprou. Nunca conheci ou falei com o Sr. Carter. O Sr. Carter nunca teve qualquer conduta inadequada comigo”.
Além disso, ela negou os detalhes anteriormente relatados, que indicavam que o suposto crime teria ocorrido em uma festa após o MTV Video Music Awards de 2000. “Minhas alegações de que o Sr. Carter e o Sr. Combs me estupraram enquanto uma terceira celebridade assistia são falsas. Não há nenhuma verdade em minhas alegações contra o Sr. Carter”, disse.
A mulher também admitiu que não recebeu qualquer compensação financeira de Jay-Z ou de pessoas associadas a ele para alterar seu depoimento. Em sua explicação, ela contou que encontrou um anúncio no Facebook que buscava vítimas de agressão sexual contra Diddy, o que a levou a procurar um escritório de advocacia. No entanto, ela afirmou que não autorizou a apresentação da ação.
Ela alegou que os advogados não realizaram uma investigação adequada antes de apresentar o caso, o que levou à sua decisão de retirar as acusações. “A denúncia alega que o Sr. Carter e o Sr. Combs me estupraram quando eu era menor de idade. Como discutido acima, essas alegações são falsas”, reforçou.
Em nota ao TMZ, a mulher pediu “sinceras e incondicionais desculpas a Jay-Z e sua família”. Após sua retratação, Tony Buzbee afirmou à Rolling Stone que ainda não tinha visto a nova declaração da ex-cliente e contestou a alegação de que as acusações foram feitas sem respaldo.
Jay-Z sempre negou as acusações, classificando o caso como uma “tentativa de chantagem” e as alegações como “frívolas, fictícias e terríveis”. Em fevereiro de 2025, após a desistência da ação, o rapper expressou o impacto emocional que a situação causou em sua família, afirmando: “O trauma que minha esposa, meus filhos e eu sofremos jamais poderá ser esquecido”.
Após o fim da ação, Jay-Z processou a mulher e seus advogados. Em paralelo, Diddy também negou as acusações, com um de seus advogados afirmando que o caso fazia parte de uma série de ações civis motivadas por interesse midiático. Em julho de 2025, Diddy foi condenado por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição, mas considerado inocente de duas acusações de tráfico sexual.



