A nova regra da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) poderá favorecer a naturalização de jogadores estrangeiros no Brasil. A entidade aprovou uma redução gradual do número de atletas não brasileiros que podem ser relacionados nas partidas do Campeonato Brasileiro, o que deve impulsionar a busca pela cidadania entre esses jogadores.
Atualmente, o limite de jogadores estrangeiros em campo é de nove, mas esse número será diminuído para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030. A decisão foi aprovada em reunião com clubes e federações, e deverá exigir que as equipes se adaptem a essa nova realidade.
Um dos primeiros atletas a iniciar o processo de naturalização é Giorgian De Arrascaeta, meia uruguaio que atua pelo Flamengo. Ele chegou ao Brasil em 2015, quando foi contratado pelo Cruzeiro, e começou a busca pela cidadania brasileira em 2023. Com a naturalização, Arrascaeta deixaria de ser considerado estrangeiro nas regras da CBF.
Impulsos para naturalização
A mudança da CBF evidencia uma realidade já existente no futebol brasileiro: jogadores estrangeiros que vivem no Brasil há anos podem optar pela naturalização para não ocuparem uma das vagas destinadas a estrangeiros. A legislação brasileira exige, em regra geral, quatro anos de residência no país para a solicitação de naturalização, além de outros requisitos, como proficiência em português e a ausência de condenações penais.
Entre os jogadores que já podem se candidatar à naturalização, destacam-se nomes como Gustavo Gómez (Palmeiras), Piquerez (Grêmio) e Germán Cano (Fluminense), todos com tempo de residência no Brasil que se encaixa nas exigências legais.
Exemplos de naturalização
Um caso recente é o de Walter Kannemann, zagueiro do Grêmio, que obteve a cidadania brasileira em 2026. Outros atletas, como Andrés D’Alessandro, também passaram pelo processo de naturalização durante suas carreiras no Brasil. Esses exemplos demonstram a relevância da cidadania na situação de atletas estrangeiros, permitindo que continuem em seus clubes sem ocupar uma vaga de estrangeiro.
Limitações da nova regra
É importante ressaltar que a nova norma da CBF não garante a naturalização automática. O processo continua dependendo do cumprimento de requisitos legais e da análise dos pedidos pelas autoridades competentes. Além disso, o tempo de residência pode ser afetado se o jogador deixar o Brasil durante o período de solicitação.
Com a perspectiva de redução do limite de jogadores estrangeiros até 2030, a situação de atletas como Arrascaeta, Gustavo Gómez, Piquerez, Villasanti e Cano se torna mais relevante. Para aqueles que já atendem aos requisitos legais, a naturalização pode ser uma solução viável para permanecer em seus clubes sem contar como estrangeiros.



