A Paramount Skydance alcançou um acordo decisivo com a Califórnia e outros 11 estados dos EUA, removendo um dos últimos obstáculos para a aquisição da Warner Bros. Discovery. O negócio, avaliado em cerca de US$ 110 bilhões, agora avança após a resolução de questões legais que ameaçavam a fusão.
Segundo informações do portal Deadline, o acordo inclui compromissos significativos, como a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS. Além disso, a Paramount se compromete a lançar 30 produções por ano, sob pena de uma multa de US$ 30 milhões por filme caso não cumpra essa meta. O pacto também prevê um investimento de US$ 1,5 bilhão na produção cinematográfica em Hollywood nos próximos cinco anos.
A disputa foi liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que atuou ao lado de procuradores de outros estados, como Nova York, Connecticut, Minnesota e Nevada, os quais inicialmente resistiram ao acordo, mas acabaram aceitando as condições negociadas.
A fusão já recebeu aprovação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e de autoridades da União Europeia e do Reino Unido, além de ter sido recentemente aprovada pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA. Apesar disso, ainda existem etapas jurídicas a serem cumpridas antes da conclusão definitiva da operação.
Se concretizada, a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery poderá redesenhar o cenário de Hollywood, reunindo dois grandes estúdios com plataformas de streaming e um vasto conjunto de canais de televisão sob uma única gestão. Marcas como Paramount+ e HBO Max, além da CNN, estarão sob o mesmo grupo, potencializando a oferta de conteúdo no mercado.



