Uma moradora do condomínio onde a estudante Isabelle Caracristi residia com o namorado, João Munhoz Neto, relatou ter presenciado o momento da queda da jovem, ocorrida no dia 13 de setembro. Durante uma manifestação por justiça, no último domingo (20), em frente ao residencial, a vizinha, identificada como Rosane, afirmou que escutou um estrondo alto, mas não conseguiu identificar a origem, pois estava em um local escuro.
“Foi um estrondo muito grande, todo mundo na praça escutou. Ela caiu lá de cima e parece que saiu quebrando os vidros e alumínios lá embaixo”, contou Rosane ao portal local “Doga TV”. Ela revelou que só teve certeza do que aconteceu no dia seguinte, mas já desconfiava que se tratava de um morador. “Eu vi quando caiu lá de cima. Não enxerguei que era uma pessoa, porque estava escuro”, explicou.
Rosane também levantou suspeitas sobre a consciência de Isabelle durante a queda, afirmando que acredita que a jovem já estava morta. “Eu acho que ela já estava morta”, declarou.
Resultados da perícia e investigações
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) confirmou que Isabelle, de 22 anos, apresentava lesões compatíveis com o impacto contra o solo, e os exames toxicológicos não detectaram substâncias de interesse. A causa e a dinâmica da morte estão sob investigação, e a Polícia Civil já coletou depoimentos de quatro pessoas, além de agendar outras quatro oitivas. As imagens de câmeras de segurança do condomínio também estão sendo analisadas.
As investigações se intensificaram após a apreensão do celular e de um tablet da mãe de João, embora nem ele nem a mãe sejam considerados suspeitos. O celular de Isabelle também foi recuperado para perícia. As imagens de segurança mostram João deixando o prédio sozinho por volta das 18h32, enquanto Isabelle foi vista entrando no elevador 40 minutos depois, indo ao rooftop, no 23º andar.
Desabafo da mãe e repercussão nas redes sociais
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo pedindo justiça. Isorlanda revelou que a filha estava no segundo semestre do curso de Direito e havia conseguido um estágio em um escritório de advocacia. O relacionamento de Isabelle com João, que é 11 anos mais velho e um dos sócios da empresa, levantou preocupações sobre assédio, que Isorlanda já havia alertado à filha.
A mãe contou que, após encontrar João em um restaurante, se sentiu mais tranquila, mas logo ficou alarmada com algumas atitudes dele, como pedir o cartão de crédito de Isabelle para uma cirurgia e prometer usar o nome dela para abrir uma empresa em conjunto.
Isorlanda reconstituiu os dias que antecederam a morte da filha, mencionando que Isabelle passou o fim de semana com ela devido a dores no pescoço e que, na noite de sua morte, enviou a última mensagem dizendo: “Mãe, eu te amo”. Após perder o contato, Isorlanda foi ao condomínio e soube da morte da filha pela síndica.
O caso de Isabelle Caracristi segue em investigação, e novas informações podem surgir à medida que as autoridades prosseguem com as apurações.



