Um ex-funcionário de Kanye West, identificado como Benjamin Provo, entrou com um processo contra o rapper e a Donda Academy, buscando uma indenização de até US$ 23 milhões (aproximadamente R$ 122 milhões). Provo alega ter sido demitido em 2022 devido à sua recusa em cortar os dreads, o que, segundo ele, configura discriminação racial.
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo TMZ, Provo afirma que enfrentou tratamento discriminatório durante seu tempo na instituição educacional fundada por West. Ele destaca que a questão relacionada ao seu cabelo foi determinante para sua demissão.
Além da alegação sobre os dreads, Provo também menciona que Kanye West retirou da Donda Academy livros escritos por importantes líderes negros. O ex-funcionário cita o depoimento de Milo Yiannopoulos, ex-chefe de gabinete de Kanye, que supostamente fez comentários sobre o ambiente de trabalho e a maneira como questões racialmente sensíveis eram tratadas na empresa.
Yiannopoulos teria declarado que “se alguém for muito sensível a comentários com conotação racial, essa empresa realmente não é para essa pessoa”, segundo os relatos de Provo. Ele também relata que Yiannopoulos enfatizou a necessidade de aceitar a maneira provocativa como Kanye se expressava sobre religião, reforçando a alegação de um ambiente de trabalho hostil e discriminatório.
No entanto, Kanye West contesta a relação empregatícia com Provo. Em sua defesa, o rapper argumenta que o ex-funcionário não era seu empregado direto, mas sim contratado por uma empresa terceirizada que ele utilizou para recrutamento de pessoal. Essa questão sobre a responsabilidade formal pela admissão é um dos pontos que o processo deverá esclarecer.



