Catadoras de mangaba enfrentam pressão imobiliária em Aracaju

Catadoras de mangaba em Aracaju resistem à pressão imobiliária, preservando cultura e sustento.

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A mangaba, um dos símbolos culturais e ambientais de Sergipe, tornou-se um emblema de resistência para comunidades extrativistas em Aracaju. As catadoras de mangaba, que dependem da coleta do fruto para sustentar suas famílias, enfrentam desafios crescentes devido à especulação imobiliária na região sul da cidade, onde estão localizadas as últimas áreas de mangabeiras.

Resistência e organização comunitária

A Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper (ACCMPLL) desempenha um papel crucial na organização política e comunitária dessas famílias. A entidade não apenas orienta a produção e preserva conhecimentos tradicionais, mas também atua na interlocução com o poder público. Esse esforço foi reconhecido com o Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Investimentos em sustentabilidade e turismo

Com o prêmio de R$ 45 mil, a associação investiu em oficinas e estudos para fortalecer o beneficiamento da mangaba e promover o turismo de base comunitária. Instituições como a Universidade Federal do Sergipe e a Embrapa apoiam essas iniciativas, que visam garantir a sustentabilidade econômica e ambiental da região.

Plano de Manejo Popular

Durante a 5ª Festa da Colheita, foi lançado o Plano de Manejo Popular, um documento elaborado coletivamente para regulamentar o uso sustentável do território. O plano busca preservar a memória histórica, estimular a conservação da reserva e subsidiar a gestão participativa do território, garantindo a segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas.

Desafios diante da expansão urbana

As catadoras enfrentam a ameaça de transformações urbanas que podem impactar negativamente seu modo de vida. Uma das principais controvérsias é a proposta de transformar a Reserva Extrativista em um parque urbano, o que poderia comprometer a autonomia das comunidades locais. A associação continua a lutar pela proteção e reconhecimento de seu território tradicional.

Para mais informações sobre a importância da preservação das mangabeiras e o impacto da especulação imobiliária, visite Brasil.gov.br.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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