A ex-participante do “Big Brother Brasil 26”, Ana Paula Renault, tomou novas medidas legais para descobrir a identidade de quem gerencia um perfil que a tem perseguido nas redes sociais e divulgado uma foto íntima sem autorização. Em informações veiculadas pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, nesta sexta-feira (11), a influenciadora solicitou à Justiça que provedores de internet forneçam dados que possam identificar o responsável pela conta.
O processo teve início em agosto, quando Ana Paula moveu uma ação contra o X, antiga plataforma Twitter, a partir das publicações feitas pelo perfil @rafaelmvbj. Além da divulgação da imagem de conteúdo íntimo, a ex-BBB alegou que a conta foi utilizada para ataques, ridicularizações e humilhações direcionadas a ela.
No dia 26 de agosto, o X informou à Justiça que a conta já havia sido suspensa por violar as diretrizes da plataforma, independentemente da ordem judicial. A empresa também apresentou registros de acessos ao perfil, incluindo endereços de IP e datas, mas estas informações não foram suficientes para identificar diretamente o usuário. O X Brasil admitiu não ter acesso aos dados pessoais do administrador da conta, mas indicou possíveis medidas a serem adotadas com as informações disponibilizadas.
Com o intuito de avançar na identificação do responsável, Ana Paula protocolou um novo pedido na Justiça em 1º de setembro, requerendo que ofícios sejam enviados aos provedores de internet associados aos endereços de IP informados. Ela busca obter informações como nome e CPF de quem utilizou essas conexões, o que pode facilitar a identificação do autor dos ataques.
O conteúdo das ofensas sofridas por Ana Paula também foi detalhado nos autos do processo. As acusações incluíram ataques pessoais, como a alegação de uso de drogas, além de ofensas a seu falecido pai, Gerard Renault, que faleceu em 19 de abril. Em uma das postagens, o perfil chegou a adotar o nome “seu Gerardo queimando no inferno”, utilizando uma imagem dele como foto de perfil e fazendo comentários depreciativos sobre sua figura, enquanto acusava Ana Paula de tê-lo abandonado.
Após o início do processo, Ana Paula obteve uma decisão liminar favorável da juíza Mariana de Souza Neves Salinas, que ordenou a suspensão imediata da conta e de suas publicações, além do fornecimento das informações de acesso disponíveis. Agora, se o novo pedido for aceito, os provedores de internet poderão ser obrigados a apresentar dados associados aos endereços de IP, aproximando Ana Paula da identificação do responsável pela conta. No pedido principal da ação, ela também busca a suspensão definitiva do perfil e uma indenização de R$ 20 mil por danos morais.



