A escritora Justine Wilson, ex-esposa de Elon Musk, compartilhou novas revelações sobre seu relacionamento com o bilionário no documentário “Musk”, que estreia no dia 16 de outubro. Durante a produção, dirigida por Alex Gibney, Justine revelou que Musk se refere às mães de seus 14 filhos como “reprodutoras” e descreveu comportamentos que enfrentou ao longo dos oito anos de casamento.
Com 54 anos, Justine foi casada com Musk de 2000 a 2008 e teve seis filhos com ele. Segundo a escritora, a visão do empresário sobre as mulheres com quem teve filhos é de que elas são “intercambiáveis”. “As reprodutoras são intercambiáveis”, afirmou ela no documentário.
Justine também recordou uma situação durante o casamento em que Musk, enquanto dançavam, se referiu a si mesmo como o “alfa” da relação. Além disso, ela disse que foi nesse período que aprendeu o significado do termo “gaslighting”, que descreve uma forma de manipulação psicológica, afirmando que o ex-marido a fazia sentir-se “insignificante”.
O casal teve gêmeos, Vivian e Griffin, e trigêmeos, Kai, Saxon e Damian. O primeiro filho deles, Nevada Alexander, faleceu com apenas 10 semanas de vida. O documentário também aborda a relação de Musk com Vivian, que se identificou como mulher trans. Justine revelou que Elon retirou o seguro-saúde da filha após sua transição e que não buscou restabelecer o contato. “Não está na natureza dele”, declarou ela, acrescentando que Musk pediu para que Justine transmitisse a mensagem: “Eu sempre vou amá-la”. Vivian tem sido crítica em relação ao pai nas redes sociais.
Elon Musk não participou do documentário e já havia classificado o projeto como uma “obra difamatória” em 2023. O advogado de Musk, Alex Spiro, ameaçou tomar medidas legais contra os responsáveis pelo filme, alegando que ele sugere falsamente que o dono da Tesla interferiu na eleição presidencial dos Estados Unidos de 2024. Em uma carta enviada ao diretor, Spiro afirmou que a equipe de Musk tentou contato para responder às informações, mas não obteve retorno dos produtores. “Este projeto não começou como uma investigação. Começou com uma conclusão”, criticou.
A produtora Jigsaw, responsável pelo documentário, defendeu o trabalho de Gibney, afirmando que seus filmes são conhecidos por investigações aprofundadas e baseadas em fatos sobre personalidades influentes. As declarações de Justine surgem em um momento em que o Wall Street Journal publicou uma reportagem, em 2025, indicando que Musk vê seus filhos como uma “legião”. O jornal também revelou uma suposta mensagem de Musk a Ashley St. Clair durante a gravidez de seu filho, mencionando a necessidade de “barrigas de aluguel” para alcançar esse objetivo.
Atualmente, Elon Musk é considerado o homem mais rico do mundo e é proprietário de várias grandes empresas. Além dos seis filhos com Justine e de Romulus, fruto de sua relação com Ashley St. Clair, Musk teve três filhos com a cantora Grimes e quatro com Shivon Zilis, executiva da Neuralink.



