O DJ Alok, atualmente na terceira posição do Top 100 DJs da revista DJ Mag, compartilhou uma nova perspectiva sobre a competitividade no mundo da música eletrônica. Em uma entrevista a Erika Schneider, no quadro “De Frente com Schneider”, ele revelou que passou a não ver mais a busca pelo primeiro lugar como um objetivo central em sua carreira, priorizando outras áreas, especialmente a vida familiar.
“É porque é aquela corrida pra você se tornar o número um do mundo, aí você começa a refletir e fala: ‘Mas o que adianta ser o número um do mundo se eu não for o número um pros meus filhos antes, né? Se eu não for o número um pra minha esposa, pra minha família como um todo, assim?’”, questionou Alok. O artista enfatizou que a busca incessante pelo reconhecimento pode ser prejudicial, transformando a carreira em uma luta por poder e status.
Alok também destacou a importância de equilibrar sua fama com os laços familiares, afirmando: “Eu não quero deixar que ninguém ocupe meu lugar, então eu começo a lutar pelo poder. Eu não tô nem aí. Isso não é o sentido. A questão é, se eu me tornar ou não, vai ser uma questão de alguma consequência.”
Homenagem a Marília Mendonça
Durante a conversa, o DJ fez uma emocionante homenagem a Marília Mendonça, revelando que planejava se apresentar com a cantora em 2022, quando ela seria embaixadora do evento de Barretos. Após a morte dela em um acidente aéreo em 2021, Alok sentiu que sua presença estava faltando e decidiu prestar tributo a ela. “Eu acho que ficou faltando essa presença dela ali, sabe, como embaixadora”, comentou.
Questionado sobre futuras homenagens a outros artistas, Alok afirmou não ter planos nesse sentido atualmente: “Não tenho nenhuma outra pretensão de fazer homenagem a nenhum outro artista, assim. Não tem algo que me mexa, assim.”
Limites da inteligência artificial na música
Outro tema abordado foi o impacto da tecnologia na música. Alok, que sempre viu a tecnologia como um aliado, expressou suas preocupações sobre o uso da inteligência artificial na criação artística. “A arte ainda precisa ser humana”, afirmou, destacando que a produção artística deve provocar reflexões e estimular mudanças culturais.
O DJ questionou a ideia de que a inteligência artificial é apenas uma ferramenta, afirmando que as grandes empresas de tecnologia estão investindo pesadamente em seu desenvolvimento, o que sugere que há mais em jogo. “Acreditar nessa narrativa de que ela é só uma ferramenta é a gente ser um pouco ingênuo no que as big techs estão pensando”, concluiu.



