O Rock in Rio 2026 começou sob a chuva, que caiu incessantemente no dia 6 de setembro, afetando a experiência dos festivaleiros. Com capas, galochas e casacos impermeáveis, os participantes se prepararam para a intempérie, mas enfrentaram desafios muito além do clima.
Embora a chuva seja uma constante em festivais, neste ano, o impacto na operação do evento foi considerável. Problemas de segurança afetaram brinquedos, e os participantes enfrentaram filas intermináveis, tornando até as necessidades básicas, como comer e usar o banheiro, uma verdadeira prova de resistência.
As filas para os banheiros eram particularmente problemáticas. Chegar a 200 metros de espera para usar um banheiro se tornou uma realidade comum. A configuração dos banheiros unissex, como o TODS+ For All, que visava promover a inclusão, acabou contribuindo para o aumento do tempo de espera. A competição por cabines entre homens e mulheres tornou o fluxo ainda mais lento, evidenciando um ponto crítico na operação do festival.
Além disso, a dificuldade em encontrar comida foi um desafio à parte. As longas filas e a espera interminável geraram uma nova questão entre os participantes: “qual fila eu consigo enfrentar hoje?”. Muitos recorreram a soluções improvisadas, como utilizar as laterais dos banheiros para atender às suas necessidades.
Para quem já havia participado de outras edições, como eu, esta foi a sexta vez no festival, e sem dúvida a experiência mais frustrante. A chuva e o clima desafiador não foram os principais responsáveis; foi a falta de estrutura que transformou o festival em um verdadeiro perrengue, ofuscando a essência da celebração musical.
Com a chuva passando e a lama eventualmente secando, a lembrança de que o desconforto desta edição superou a experiência musical permanecerá marcada na memória de muitos.



