O ator Alexandre Borges, atualmente no ar como Ulisses na novela Quem Ama Cuida, revelou em entrevista ao jornal Extra que está em busca de um novo relacionamento. Aos 60 anos, ele confessa sentir falta de compartilhar momentos com uma companheira e mantém uma visão romântica sobre a vida a dois.
“Estou buscando um romance nos meus 60 anos. Às vezes, sinto muita falta de ter alguém, de chegar em casa e ter com quem comentar uma cena legal que fiz”, desabafou Borges.
Romantismo e cuidados pessoais
Alexandre também compartilhou como se entrega em um relacionamento. Ele se descreve como um pisciano romântico, que gosta de demonstrar carinho através de gestos como enviar flores e passear de mãos dadas. “Vou até a última insistência para ter realmente uma relação com alguém”, afirmou.
Ao refletir sobre o envelhecimento, o ator destacou que, aos 60 anos, sente-se mais à vontade com a própria imagem e despreza preconceitos relacionados à idade. “O bom de chegar nessa idade é que você está cagando para quem tem preconceito contra sessentinhas. A melhor coisa é isso. Envelhecer é maravilhoso, melhor ainda é sentir sua evolução”, declarou.
Transformações de rotina para o papel
Antes de completar 60 anos, Borges começou a investir em sua aparência, buscando se sentir bem ao entrar na nova década. “Aos 59, pensei: ‘Vou fazer 60, quero estar gato’. Aí investi em cremes e aparelhos”, contou. No entanto, sua rotina de cuidados foi alterada com o convite para interpretar Ulisses, um personagem que enfrenta o vício em jogos.
“Veio o convite para interpretar Ulisses e parei tudo. Não dá para fazer um cara viciado e se preocupar com a pele. Não estou justificando, porque sei que estou com rugas, mas tive que parar de me cuidar”, explicou.
Reflexão sobre a pressão social
Além de falar sobre sua vida pessoal, Alexandre Borges também comentou sobre o estado emocional do seu personagem e como ele reflete a pressão da sociedade. “Ele entra num estado psicológico de perda muito grande e acaba sendo alvo fácil para a manipulação. A gente vive numa sociedade compulsiva, somos ensinados a vencer a qualquer custo. Eu nunca caí nessa neura”, concluiu.



