O Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu não acolher a acusação feita por Leonardo e Gil Esteves, filhos de Erasmo Carlos, contra Fernanda Esteves, viúva do cantor. Os herdeiros solicitaram a abertura de uma investigação sobre transferências bancárias suspeitas, mas o MP concluiu que não havia elementos suficientes para imputar qualquer responsabilidade criminal à viúva.
A informação foi divulgada pela coluna GENTE, da revista Veja, nesta quarta-feira (26). A análise do caso também indicou que havia um componente de misoginia nas alegações direcionadas a Fernanda.
Os filhos de Erasmo apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações após identificarem movimentações bancárias que consideraram irregulares. Eles alegaram que valores que totalizavam R$ 345 mil foram transferidos, destacando uma transação de R$ 300 mil realizada no dia 22 de novembro de 2022, data da morte do cantor, aos 81 anos. Segundo os herdeiros, esse montante foi enviado para uma conta vinculada a Fernanda. Além disso, uma segunda transferência de R$ 45 mil também foi questionada, com os filhos afirmando que o montante foi usado para cobrir despesas jurídicas da viúva.
A defesa de Leonardo e Gil argumentou que os fatos poderiam, em tese, configurar crimes como apropriação indébita ou furto qualificado por abuso de confiança. A documentação apresentada à polícia também incluía uma movimentação de R$ 299 mil registrada em 16 de novembro, que foi destinada a uma pessoa identificada apenas como Leonardo, sem esclarecer se se referia a um dos filhos de Erasmo.
Com a decisão do Ministério Público, os herdeiros enfrentam um revés na esfera penal, mas isso não encerra as disputas relacionadas ao patrimônio deixado por Erasmo Carlos. Questões sobre a divisão de bens, a administração do espólio e direitos autorais e de imagem continuam em discussão, envolvendo imóveis, veículos e receitas ligadas à obra do cantor.
Ainda não houve manifestação dos representantes de Fernanda e dos filhos do artista sobre a decisão do MP.



