Um imóvel pertencente ao cantor Erasmo Carlos foi arrombado pela polícia, em cumprimento a uma decisão judicial, na última quinta-feira (27). A ação ocorreu em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, como parte de um processo movido pelos filhos do artista, Leonardo e Gil Esteves, contra a viúva Fernanda Esteves. O objetivo era recuperar bens que fazem parte do espólio deixado pelo cantor, que faleceu em 2022, aos 81 anos.
Segundo informações da coluna Gente, da revista Veja, a operação judicial aconteceu em outubro de 2024 e envolveu um mandado de busca e apreensão. Para acessar o imóvel, a equipe de oficiais de Justiça contou com a ajuda de um chaveiro, mas a decisão também previa o uso de força policial e o arrombamento, se necessário. A diligência durou cerca de três horas.
O pedido para a busca foi feito após a viúva de Erasmo ter sido nomeada inventariante, mas posteriormente desistido da função. Com isso, Leonardo passou a ser o novo responsável pela administração do espólio. A determinação judicial estabelecia que os bens encontrados no imóvel deveriam ser entregues a ele.
No entanto, durante a operação, vários itens de valor sentimental e histórico do cantor não foram localizados. Entre os objetos desaparecidos, estão dois troféus do Grammy Latino, uma guitarra da década de 1960 com autógrafos de renomados músicos brasileiros, cadernos com composições e memórias de Erasmo, além de uma antiga máquina de costura que pertencera à sua mãe, a qual o cantor tinha grande apreço.
Além do arrombamento, os filhos de Erasmo Carlos também estão investigando transferências bancárias realizadas na conta do artista após sua morte. Eles apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro, alegando que uma movimentação de R$ 345 mil chamou a atenção. Dentre essas transações, R$ 300 mil foram transferidos para uma conta atribuída a Fernanda no dia 22 de novembro de 2022, mesmo dia em que Erasmo faleceu. Os herdeiros afirmam que a transferência ocorreu enquanto o cantor ainda estava no hospital.
Os filhos também mencionaram uma segunda transferência de R$ 45 mil, realizada semanas depois da morte de Erasmo, para cobrir honorários de serviços jurídicos contratados pela viúva. Eles solicitaram a instauração de um inquérito policial para que Fernanda esclareça essas movimentações financeiras e se os valores serão devolvidos ao espólio.
A defesa de Fernanda ainda não se manifestou sobre as acusações e a situação segue em andamento no âmbito judicial.



