O deputado Marcelo Freixo afirmou que Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, admitiu durante seu julgamento que o plano inicial era matar Freixo. A declaração foi feita em uma entrevista a Caio Barbieri, do programa “Política em Minutos”, uma colaboração entre PlatôBR e LeoDias TV.
Freixo relatou que Lessa, ao ser questionado no tribunal, declarou: “Era para matar o Marcelo Freixo, mas não foi possível.” O deputado comentou que, além de ser covarde, Lessa optou por matar Marielle, evidenciando a gravidade do crime. “O preço é muito alto, mas é o preço que você tem que pagar”, completou Freixo.
Durante a entrevista, Freixo também foi questionado sobre uma possível relação entre o assassinato de Marielle e sua participação na CPI das Milícias. Ele destacou que o crime está ligado a uma série de fatores relacionados à atuação política de ambos no combate às milícias e ao crime organizado no Rio de Janeiro.
“A Marielle era uma pessoa muito forte, trabalhou comigo por 10 anos e, em 2016, se elegeu vereadora. Eu fui candidato a prefeito e ela a vereadora. Ela representava um campo político e um grupo do qual eu faço parte”, explicou Freixo, reforçando a importância de Marielle na luta política.
Freixo enfatizou que a atuação de Marielle e sua própria luta contra organizações criminosas foram fatores que contribuíram para a escolha dela como alvo. “Aquilo era um recado para ela, pela força e importância que ela tinha. O Ronnie Lessa disse isso abertamente no julgamento. O caso coloca o Rio de Janeiro no banco dos réus, questionando onde estava a sociedade enquanto o crime se organizava”, afirmou.
Por fim, Freixo reiterou seu compromisso em enfrentar o crime organizado, mesmo ciente dos riscos. “Paguei o preço, mas acho que esse é o preço que temos que pagar para salvar o Rio de Janeiro”, concluiu.



