Uma mulher fez uma descoberta macabra ao entrar em um apartamento que havia comprado em um leilão em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, Minas Gerais. Kalina Poliana encontrou um corpo em avançado estado de decomposição no imóvel, na quinta-feira, 5 de outubro, e acredita que seja da antiga proprietária, que estaria morta há mais de um ano.
Kalina contou ao g1 que teve autorização do filho da ex-proprietária para acessar o apartamento, mas como não tinha as chaves, contratou um chaveiro para abrir a porta. Ao entrar, encontrou o local aparentemente conservado, mas ao chegar a um dos quartos, se deparou com a situação inesperada.
“Foi muito complicado, eu fiquei muito abalada. Eu já tinha falado com o filho da proprietária, que me disse que ela tinha sumido e que iria morar com um suposto namorado em Varjão de Minas”, relatou Kalina. Segundo ela, a família acreditava que a mulher havia deixado a cidade e não tinha contato com ela desde então.
O corpo foi encontrado em uma cama, coberto por uma coberta, e inicialmente deu a impressão de que alguém estava apenas dormindo. “Quando eu vi, parecia que tinha alguém deitado dormindo na cama”, recordou Kalina. O chaveiro que a acompanhava foi quem confirmou a situação, chamando a polícia em seguida, já que Kalina estava tão abalada que não conseguiu fazê-lo.
Próximo ao corpo, foram encontradas cartas que continham instruções sobre o sepultamento da antiga proprietária e indicavam que os serviços funerários já estavam pagos. Também havia uma instrução sobre a entrega da chave do apartamento ao seu único filho.
De acordo com a reportagem, o apartamento estava em boas condições e não apresentava sinais de arrombamento ou violência. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, e a perícia do Instituto Médico Legal (IML) ajudará a determinar a data do falecimento.
Kalina, que comprou o imóvel em um leilão devido à falta de pagamento do financiamento, manifestou o desejo de desistir da compra após a descoberta. A advogada Lahra Lopes, que representa Kalina, informou que a equipe jurídica está preparando uma ação para tentar anular o leilão. Para isso, será necessário esclarecer se a antiga proprietária ainda estava viva quando recebeu notificações do banco sobre a dívida.
“Precisamos verificar se a antiga proprietária ainda estava viva quando foi notificada pelo banco. Se for comprovado que ela já havia falecido, poderemos questionar judicialmente a validade dessas notificações e, consequentemente, do procedimento que resultou no leilão”, explicou a advogada.



