Após o resultado do segundo turno das eleições do domingo (25/10), Flávio Bolsonaro, senador do PL, afirmou que solicitará a anulação do pleito, apontando irregularidades no processo eleitoral. Durante seu discurso, ele descreveu como “inexplicável” a sequência de acontecimentos que, segundo ele, comprometeram a isonomia das votações.
Bolsonaro criticou a decisão do ministro Zanin, que prorrogou o horário de votação por duas horas, afirmando que tal medida nunca havia ocorrido na história do Brasil. “Muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, tomou uma decisão que atropelou a Justiça especializada”, declarou.
O senador questionou a legitimidade do resultado, ressaltando que não será possível saber quantos votos teria recebido nos locais onde as votações não foram reabertas. Ele citou que, conforme declarações publicadas pela imprensa, “as eleições deveriam ter sido anuladas” devido às circunstâncias em que ocorreram.
Flávio Bolsonaro anunciou que acionará sua equipe jurídica para formalizar o pedido de anulação das eleições. “Nós vamos usar o nosso risco, vamos pedir anulação dessas eleições”, afirmou durante o discurso.
Em contexto, tanto o PL quanto o PT solicitaram prorrogações do horário de votação, com Bolsonaro pedindo que a votação fosse estendida até as 19h em 17 municípios, alegando que chuvas e alagamentos dificultaram o deslocamento dos eleitores. Por outro lado, a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, argumentou que problemas no transporte público afetaram eleitores em dez Estados.



