O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciou a significativa redução da frota de ônibus do transporte público no domingo (25) durante o 2º turno das eleições presidenciais. Em entrevista à imprensa, ele exigiu a prorrogação do horário de votação nas áreas afetadas e cobrou providências dos prefeitos responsáveis.
Lula afirmou que já levou a situação ao conhecimento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e do vice-presidente, André Mendonça. “É fundamental garantir que os eleitores prejudicados pela falta de transporte tenham a chance de votar”, declarou.
No caso de Salvador (BA), pelo menos 75 ônibus não saíram das garagens, segundo os moradores. O prefeito Bruno Reis (União) justificou que os veículos estavam retidos devido a adesivos do PT colados neles. Em São Paulo, o partido denunciou que apenas 60% da frota de ônibus estava em operação, apesar da determinação do TSE para que 100% dos veículos circulassem.
Durante a entrevista, Lula enfatizou que “ninguém pode desistir de votar porque algum empresário sacana ou prefeito mau-caráter tentou evitar que o povo votasse”. Ele mencionou que, após as eleições, o próximo passo seria solicitar a prisão dos prefeitos envolvidos, citando especificamente o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, que teve sua prisão determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) por conta da falta de transporte no dia da votação. “Ele está em Paris, então não será preso agora. Vamos ter que prendê-lo quando ele voltar”, ressaltou o presidente.
Esses incidentes levantam preocupações sobre a integridade do processo eleitoral e a responsabilidade das autoridades locais em garantir que todos os cidadãos tenham acesso ao seu direito de voto.



