Após desembarcar no Brasil, Malévola Alves compartilhou em suas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (23), detalhes da apreensão de seu celular e o de sua amiga, Bruna Mercatelli, pelas autoridades do Egito. A criadora de conteúdo divulgou um e-mail da Embaixada do Brasil no Cairo, que confirmou que os dispositivos não serão devolvidos, pois servirão como evidências em uma investigação.
No comunicado, o advogado que acompanha o caso informou à embaixada que “os aparelhos celulares das brasileiras foram apreendidos e não lhes serão devolvidos, por constituírem elementos de prova que a promotoria pretende utilizar no curso do processo”.
Revoltada com a situação, Malévola expressou sua indignação nos stories do Instagram. Ela revelou que tomou medidas para proteger seus dados, informando que bloqueou seu iPhone e o marcou como perdido. “Vão investigar o caralh*! Já bloqueei o iPhone e coloquei como perdido, não vão mexer nas minhas coisas de jeito nenhum! […] Se eu não uso, ninguém usa, vão jogar no lixo o celular… Gente, dois iPhones, não tinha um mês”, desabafou.
A assessoria de Malévola confirmou a apreensão e denunciou uma grave violação de privacidade. Durante a abordagem policial em Alexandria, as jovens foram coagidas a fornecer os códigos de desbloqueio de seus celulares. A equipe de Malévola destacou que, até o momento, não obteve retorno das autoridades egípcias sobre o caso. “Se eles não retornarem até a tarde de hoje, nós vamos ter que entrar em contato com o Itamaraty mais uma vez”, informou a assessoria.
A situação é preocupante, pois a assessoria alertou sobre o risco de exposição dos arquivos pessoais das jovens. “Elas foram obrigadas, inclusive, a passar a senha de acesso do celular delas. Então eles podem estar olhando o que eles bem entenderem, fotos, demais aplicativos e outras coisas”, acrescentou.



