A continuação de “Dirty Dancing” não contará com o retorno de Patrick Swayze, que faleceu em 2009, por meio de inteligência artificial. Em entrevista ao IndieWire, a produtora do filme, Nina Jacobson, confirmou que a tecnologia de deepfake não será utilizada para trazer o ator de volta à tela.
Jacobson destacou que a produção pretende homenagear Swayze, que ficou famoso por seu papel como Johnny Castle no clássico de 1987, onde contracenou com Jennifer Grey, a protagonista Frances “Baby” Houseman. “Essa é uma das coisas em que vocês realmente precisam se concentrar: como permitir que as pessoas lamentem a morte dele em um filme”, afirmou a produtora.
Ainda sem detalhes sobre como será essa homenagem, Jacobson assegurou que a inclusão do tributo será feita de maneira respeitosa e autêntica, sem o uso de tecnologia para recriar a imagem do ator. “Não se preocupem, não vamos trazê-lo de volta com IA”, garantiu.
A continuação de “Dirty Dancing” está prevista para iniciar as filmagens ainda neste ano, com Jennifer Grey confirmada no elenco. A nova trama será ambientada nos anos 1990 e contará com um elenco de jovens atores, cujos nomes ainda não foram divulgados.
Jacobson revelou que tem conversado com Grey sobre a importância do filme original e como ele ainda cativa o público. “Grey tem percepções incríveis sobre por que [‘Dirty Dancing’] perdurou tanto”, comentou. A produtora enfatizou a intenção de recriar a sensação do filme clássico, mantendo a essência romântica e os riscos narrativos que o tornaram especial.
O lançamento de “Dirty Dancing 2” está previsto para 2027, coincidentemente durante as comemorações dos 40 anos da obra original. O filme de 1987, além de ser um grande sucesso, conquistou o Oscar de Melhor Canção Original com a icônica “(I’ve Had) The Time of My Life”.
Durante o evento Future of Filmmaking 2026 Summit em Los Angeles, Jacobson refletiu sobre a relevância do filme ao longo dos anos, observando que, apesar de inicialmente parecer um entretenimento superficial, ele aborda temas que ainda ressoam. “Se você tentasse incluir uma subtrama sobre aborto em um filme romântico hoje em dia, acho que receberia muitas críticas”, ponderou.



