O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10/10), a eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado. A retotalização dos votos ocorreu após a anulação da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que havia recebido 274.411 votos. Com a recontagem, Ruas passou a contabilizar 50,88% dos votos válidos, assegurando sua vitória no 1º turno.
A decisão representou a maioria absoluta necessária para evitar um segundo turno. Douglas Ruas, que anteriormente aparecia com 49,27% dos votos, totalizou 4.271.199 votos. Em segundo lugar, Eduardo Paes (PSD) obteve 3.706.984 votos, correspondendo a 44,16%, uma queda em relação aos 42,76% que tinha antes da retotalização.
Durante a cerimônia de confirmação, o presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, afirmou: “O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vencer no primeiro turno das eleições.” O evento contou com a presença de sete integrantes do tribunal, representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.
Em sua primeira declaração após a confirmação, Ruas expressou sua gratidão: “Recebo essa vitória com o coração cheio de gratidão a Deus e a cada fluminense que confiou em nosso projeto. Mais de 4 milhões de votos representam a esperança de milhões de pessoas e a enorme responsabilidade de construir um futuro melhor para o nosso Rio. Vamos governar para todos os fluminenses e trabalhar por um Rio mais seguro, inclusivo e cheio de oportunidades. Esse é o nosso compromisso.”
Embora Eduardo Paes tivesse até dois dias para recorrer da decisão e tentar postergar o pleito para o dia 25 de outubro, ele já reconheceu a derrota, afirmando: “A Justiça decidiu que não haverá 2º turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia.”
A anulação dos votos de Garotinho foi decidida na quinta-feira (8/10) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, por 5 votos a 2, considerou o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador, impedido de disputar eleições até 2033 devido a condenação por improbidade administrativa. Paes tentou suspender os efeitos da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado pelo ministro Cristiano Zanin, que entendeu que ainda não havia recurso extraordinário apresentado nem análise de admissibilidade pelo TSE.



