Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, trouxe à luz descobertas intrigantes sobre a voz de Madonna, que aos 68 anos, continua a desafiar as mudanças típicas do envelhecimento. A pesquisa, divulgada pelo jornal O Globo, analisou quatro décadas de registros vocais da Rainha do Pop e apontou que seu modo de falar não segue os padrões observados em mulheres de sua idade.
Geralmente, a voz feminina se torna mais grave após a menopausa devido a alterações na elasticidade dos músculos ao redor das cordas vocais. No entanto, de acordo com a linguista Anna Bothe Jespersen, responsável pelo estudo, “a voz de Madonna parece mais jovem do que sua idade”.
A análise não se limita apenas à altura da voz, mas também abrange a forma como a artista pronuncia algumas palavras. Jespersen explica que o tom de voz da cantora não corresponde aos padrões esperados para mulheres na faixa dos 60 anos, com mudanças na pronúncia de vogais que a diferenciam de sua geração e dos lugares onde viveu.
Um dos pontos mais notáveis do estudo foi uma mudança observada em 2013, quando Madonna tinha 55 anos. Naquele período, sua voz se tornou mais grave, uma alteração compatível com as transformações hormonais da menopausa. Contudo, ao invés de continuar nessa tendência, seu tom voltou a se elevar nos anos seguintes. “Observamos múltiplas subidas e descidas na altura do som. De fato, alguns dos valores mais baixos de altura do som ocorreram durante a década de 1980, quando ela era jovem”, afirmou Jespersen.
Os pesquisadores sugerem que Madonna possa ter desenvolvido estratégias conscientes para preservar características vocais associadas à juventude, assim como fez em sua imagem ao longo da carreira. Outra possibilidade levantada foi a influência de tratamentos hormonais durante a menopausa, embora nenhuma das explicações consiga justificar completamente as mudanças observadas.
A pesquisa também revelou particularidades na pronúncia das vogais pela cantora. Ao estudar palavras em inglês como “trap”, “dress”, “kit” e “thought”, os linguistas notaram que Madonna produz certos sons de maneira mais frontal, um traço associado a percepções de juventude e atratividade. Além disso, esses padrões tornam difícil identificar sua origem geográfica apenas pela fala.
Segundo Jespersen, essas características estão ligadas à identidade artística construída por Madonna, que sempre buscou projetar uma imagem inovadora não apenas visualmente, mas também através de sua fala. “Madonna é um caso particularmente interessante porque sempre desafiou as expectativas de como as mulheres devem se comportar e se apresentar à medida que envelhecem”, concluiu a pesquisadora.
O estudo foi publicado na revista científica Nordic Journal of English Studies, contribuindo para uma reflexão sobre as expectativas sociais relacionadas ao envelhecimento feminino.
Nesta semana, Madonna também esteve nas notícias por rumores sobre uma suposta compra da mansão histórica de Angelina Jolie em Los Angeles, boatos que foram desmentidos pelo corretor de imóveis da atriz.



