Nesta quinta-feira (8), Harry Styles foi destaque na capa da edição “Musicians on Musicians” da revista Rolling Stone, ao lado de Thom Yorke, vocalista do Radiohead. Durante a conversa, ele compartilhou suas experiências sobre o medo de sair em público nos anos em que fazia parte da boyband One Direction, revelando como superou essas inseguranças ao longo do tempo.
O tema surgiu quando os músicos relembraram o primeiro encontro, que ocorreu em uma rua de Roma. Styles, que estava na cidade para assistir a um show do The Smile, banda de Yorke, contou que notou o cantor por conta de um boné que ele usava e se apresentou de forma nervosa, lembrando que escutava “A Moon Shaped Pool”, álbum do Radiohead, nos fones de ouvido.
“Eu estava ouvindo ‘A Moon Shaped Pool’ e pausei a música para dizer: ‘Ah, olá, Sr. Yorke’”, recordou Harry. Yorke, por sua vez, ficou surpreso com a situação e brincou sobre a presença do cantor na rua, questionando onde estavam seus seguranças.
Styles revelou que Yorke era um de seus ídolos e que tinha receio de conhecê-lo. No entanto, o encontro teve um efeito positivo: “Me lembro de ter me sentido tão leve depois. Pensei: ‘Ah, as pessoas são gentis, são legais’”, afirmou o cantor.
Durante a conversa, Yorke expressou admiração por ver Styles caminhando sozinho pela cidade, algo que o cantor considerou uma escolha de vida após enfrentar momentos difíceis com a fama. Harry comentou sobre a insegurança que sentia na juventude, especialmente após ter sido perseguido por fãs obsessivos, o que o levou a adotar medidas de segurança em sua vida pessoal.
“Nos primeiros tempos, quando eu estava na banda, a experiência de ficar em hotéis parecia muito restritiva. Quando estava em casa, sentia que não era seguro sair”, lembrou Harry, referindo-se a episódios em que foi perseguido, incluindo invasões de sua residência.
O cantor contou que sua percepção mudou após um relacionamento com uma namorada extrovertida, que o incentivou a sair mais e explorar o mundo fora de sua casa: “Foi quando percebi: ‘Ah, tudo bem ficar na rua’. Isso mudou minha vida de uma forma enorme”, refletiu.
Harry também mencionou que caminhar oferece uma nova perspectiva que pode enriquecer seu trabalho artístico. “Li algo sobre como caminhar oferece ao artista uma perspectiva própria, porque você está no nível do chão e vê coisas que simplesmente não enxergaria se estivesse sempre andando de carro”, concluiu.
Para conferir a conversa completa, assista ao vídeo na Rolling Stone.



