Brad Pitt e Angelina Jolie continuam envolvidos em uma intensa batalha judicial relacionada à vinícola Château Miraval, que pertenceu ao ex-casal. Recentemente, o advogado de Jolie, Paul Murphy, criticou a estratégia do ator após ele sofrer uma nova derrota na Justiça ao tentar obter registros financeiros da ex-esposa.
De acordo com informações do TMZ, Murphy afirmou que o pedido de Pitt à Justiça dos EUA é mais uma tentativa de controlar a narrativa do processo. A solicitação envolvia documentos financeiros de Angelina referentes ao período de 2017 a 2019. O juiz responsável pelo caso, no entanto, rejeitou o pedido, alegando que a equipe jurídica de Pitt não apresentou justificativas adequadas para acessar as informações sem infringir a privacidade de Jolie.
A decisão do juiz se baseou no entendimento de que a defesa de Angelina não pretende apresentar, durante o processo, provas ou argumentos relacionados aos rendimentos dela nesse intervalo. Contudo, o juiz deixou em aberto a possibilidade de que Pitt possa solicitar os documentos novamente caso o depoimento de Jolie mencione seus ganhos durante o período em questão.
Murphy, por sua vez, criticou a insistência de Pitt em buscar informações que, segundo ele, configuram assédio. Ele afirmou que o ator não deveria invadir a privacidade financeira de Jolie para se defender. “A insistência incansável do senhor Pitt por informações que têm caráter de assédio é apenas a manifestação mais recente de suas tentativas de controlá-la e controlar as narrativas neste processo”, ponderou Murphy.
A disputa entre os dois se intensificou após Angelina vender sua parte no Château Miraval para a Tenute del Mondo, um braço do grupo Stoli, em outubro de 2021. Após essa negociação, Pitt processou Jolie, alegando que havia um acordo que impedia a venda de suas respectivas participações na vinícola sem consulta mútua. Jolie negou a existência desse acordo e contraprocessou o ex-marido, acusando-o de travar uma “guerra vingativa” contra ela.
Os advogados de Jolie sustentam que a recusa de Pitt em comprar a parte dela se deu porque a atriz não aceitou assinar um acordo de confidencialidade, que, segundo eles, visava forçá-la a silenciar sobre os supostos abusos que ela e os filhos teriam sofrido. O caso remete a um episódio de 2016, quando Jolie alegou que Pitt agrediu verbal e fisicamente membros da família. Após investigações, Pitt não foi indiciado, e Jolie decidiu não registrar queixa na época.



