João Augusto Liberato, filho mais velho do apresentador Gugu Liberato, revivenciou a trágica morte do pai em uma entrevista ao programa “Jornal dos Famosos”, transmitido nesta terça-feira (6). O acidente que resultou na morte de Gugu ocorreu em 21 de novembro de 2019, quando ele caiu de uma altura de aproximadamente quatro metros enquanto tentava acessar um ar-condicionado em sua casa em Orlando, nos Estados Unidos.
Na ocasião, João tinha acabado de completar 18 anos e descreveu o impacto da perda como uma mudança brusca em sua vida. “Foi uma situação muito repentina, aconteceu muito do nada, muito trágico. Era algo assim, se ele tivesse continuado reto, ido para o quarto, não teria acontecido”, refletiu.
Ele revelou que a morte do pai, além de ser um momento de dor, exigiu que ele assumisse responsabilidades que não esperava ter que enfrentar tão cedo. “Na minha cabeça, morando nos Estados Unidos, eu ainda era um pré-adolescente, um adolescente”, disse João, ao recordar a dificuldade de lidar com as novas obrigações familiares e financeiras que surgiram após o falecimento de Gugu.
Durante o funeral, João teve que viajar ao Brasil e enfrentar a realidade da perda. Ele ressaltou como a situação exigiu um amadurecimento rápido: “As responsabilidades foram aparecendo. Mudou minha vida”, afirmou.
Um dos aspectos que João destacou foi a decisão da família de honrar o desejo de Gugu de ser doador de órgãos, uma iniciativa que beneficiou 50 pessoas. “Isso ajudou muito a família também, não só salvou a vida de muitas pessoas, mas isso ajudou a gente”, disse ele, enfatizando a importância desse ato nobre no processo de luto e como isso fortaleceu a família.
João também falou sobre a campanha “Gugu Vive”, criada para promover a conscientização sobre a doação de órgãos, e expressou o desejo de continuar trabalhando em torno dessa causa. “A campanha permanece, gostaria de trabalhar mais em cima disso, porque é uma causa muito importante”, finalizou.
O filho de Gugu enfatizou a relevância de manter a discussão sobre doação de órgãos sempre viva, especialmente após o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre o tema. “Falar isso para as pessoas dá importância”, concluiu.
Para João, transformar uma experiência tão dolorosa em uma forma de ajudar outras pessoas é uma maneira de preservar a memória e os desejos do pai.



