O ex-atacante do Liverpool e da Seleção Inglesa, Andy Carroll, identificou publicamente o dançarino Kevin Adams como seu agressor em um caso de abuso sexual. Em entrevista ao The Sun, Carroll confirmou que a revelação ocorreu após o nome de Adams aparecer em documentos judiciais que estavam disponíveis ao público.
Carroll, que já havia descrito o abuso em sua autobiografia intitulada Owning It (“Assumindo o Controle”, em tradução livre), decidiu expor a identidade do acusado após anos de silêncio sobre o caso. Ele declarou: “Agora que Kevin Adams foi identificado nos autos do processo como meu agressor, posso confirmar. Espero finalmente poder deixar este capítulo para trás. Estou pronto para seguir em frente. Isso teve um impacto devastador na minha vida e na vida dos meus entes queridos”.
Adams, de 59 anos, é um coreógrafo e professor de dança conhecido por suas participações em programas de televisão britânicos, como “Strictly Come Dancing: It Takes Two” e “Fame Academy”. Ele foi condenado em 2023 a três anos de prisão por crimes sexuais, além de ser incluído no registro de agressores sexuais por dez anos e proibido de entrar na cidade onde Carroll reside.
O episódio que levou à condenação ocorreu em 2021, quando Carroll jogava pelo Newcastle. O jogador relatou que um amigo famoso de sua então namorada foi à sua casa para assistir a uma luta de boxe. Após se sentir mal, ele decidiu dormir, mas acordou no meio do abuso. Carroll conseguiu expulsar o agressor, que ficou inconsciente após uma luta. Em seguida, acionou a polícia, revelando que ficou devastado pela situação.
Durante o julgamento, Carroll descreveu a experiência como “humilhante, constrangedora e absolutamente horrível”. Adams negou a agressão, mas foi considerado culpado pelos delitos. Carroll compartilhou sua decisão de tornar o caso público no momento final da preparação de sua autobiografia, após discussões com sua namorada, Lou Teasdale. “Se falar sobre isso ajudar pelo menos uma pessoa, já terá valido a pena”, disse Carroll.
“O que aconteceu comigo afetou todas as facetas da minha vida. Eu pensava nisso todos os dias, o que tornava difícil me concentrar em qualquer outra coisa, inclusive no futebol. O trauma do que me aconteceu não desapareceu”, relatou Carroll.



