O advogado de Christa Pike, condenada à morte por assassinato em 1995, atualizou o estado de saúde da detenta após uma tentativa frustrada de execução. Em entrevista ao programa “State of the Union” da CNN, Stephen Ferrell afirmou que Pike pode “nunca se recuperar” da experiência traumática.
Christa Pike está internada em estado crítico desde quarta-feira (30), após sobreviver a duas doses de injeção letal. De acordo com Ferrell, ela permanece intubada e sob monitoramento constante. O advogado ainda não teve contato com Pike desde sua hospitalização e destacou que o prognóstico a longo prazo é incerto: “Ainda não sabemos qual é o prognóstico e talvez só o saibamos daqui a alguns dias”, declarou.
O advogado pediu ao governador do Tennessee, Bill Lee, que converta a pena de morte de Pike para prisão perpétua, considerando a “tentativa torturante de execução” que ela sofreu. Lee suspendeu todas as execuções no estado pelo restante do ano e determinou uma investigação independente sobre o ocorrido durante o procedimento.
No documento divulgado pela People, a defesa relatou que os dois braços de Pike apresentavam “inchaços, queimaduras e bolhas” ao chegarem ao hospital. A execução, que deveria ter ocorrido às 10h, foi suspensa por um tribunal uma hora antes, mas a decisão foi rapidamente revertida pela Suprema Corte dos EUA. Após ser levada à câmara de execução, Pike recebeu duas doses de pentobarbital, mas não morreu; testemunhas afirmaram ter ouvido seus roncos até o microfone ser desligado.
Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, descreveu o episódio como “algo único e sem paralelo”, ressaltando que, embora sete condenados tenham sobrevivido a execuções frustradas, nunca houve registro de uma pessoa viva após receber as doses letais.
Christa Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em um crime que ganhou notoriedade devido a um pentagrama gravado no corpo da vítima, associado a cultos satânicos. Se a execução tivesse sido bem-sucedida, Pike teria se tornado a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.



